eu só queria
não ser esse caos errante
que tudo atravessa
Te dedico até o que não é meu.
No que depender de mim
todas as músicas de amor
são suas.
Te dedico até o que não é meu.
No que depender de mim
todas as músicas de amor
são suas.
“Se eu nunca ver você de novo Eu sempre vou levar você dentro fora na ponta dos meus dedos e nas bordas do meu cérebro e em centros centros do que eu sou do que restou.”— Charles Bukowski
“225 dias sob a grama e você sabe mais do que eu. há muito eles tiraram seu sangue, você é um galho seco numa cesta. é assim que funciona? nesse quarto as horas de amor ainda fazem sombras. quando você partiu você levou quase tudo. eu me ajoelho à noite diante de tigres que não me deixarão em paz. o que você foi não vai acontecer de novo. os tigres me encontraram e eu não me importo mais.”— Charles Bukowski, Para Jane.
Bukowski.
“Quando você entra no jogo egoisticamente tudo trabalha contra você. Ninguém pode insistir com o amor ou exigir afeição. Você acaba finalmente ficando com aquilo que você queria ter dado o que geralmente é: nada.”— Charles Bukowski.
trecho do livro “da pele macia às garras”
i’m not a project, i’m just a young woman hoping to be loved
and knowing that i won’t
Amsterdã
Quase uma figura previsível demais
Meu tempo urge entre nostalgia e trabalho
Ainda que inevitável e invisível pela noite
Agradeço toda a visita que prostrou-me delíriosAbandono qualquer encontro
E atravesso os olhos abrangentes
Trazendo desconforto e afeição
Neste músculos que comovem o fascínioO absoluto me redimi e eu admito
Eu estive errado em seus braços
O que traduzi amor, era apego
Meus princípios devorados pela devoçãoTodos que me conhecem, dizem que tenho o rosto
De um falecido conhecido deles que pouco sabem de sua causa mortis
A história ganha contornos e peso conforme reinterpretada por muitas bocas
O que poucos deles sabem, é que sou de fato seus conhecidosMe perdi no caminho, me perdi entre preservar vícios
Dancei instintivamente na vala até o fim da festa
E na manhã seguinte, enquanto todos exibiam seu títulos
Eu exibi meus cacos de vidro embaixo da pele dos olhos envelhecidosObservo as convenções exclusivas da elite
Organizando orgias e traições na surdina
Para arrotarem conventos em cada encontro
Que a ciranda oferta aos seus progenitoresHabito nos meus sonhos e uniformes
Em cada paladar que evitei ou talheres
Que desviei meus olhares
Meu buquê é o que a chaga faz com meu corpoTodos os dias eu escorro pelos meus ossos e tropeço
Num futuro que despede-se e afirmando o passado
Esta é uma carta a tudo que me tarda, apesar dos pesares e outros hábitos
Eu ainda não desisti, eu ainda não me entreguei e nem sei se deveria…


