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velhocaos:

eu só queria
não ser esse caos errante
que tudo atravessa

60milanos:

Te dedico até o que não é meu.

No que depender de mim

todas as músicas de amor

são suas.

60milanos:

Te dedico até o que não é meu.

No que depender de mim

todas as músicas de amor

são suas.

bukowski-brasil:

“Se eu nunca ver você de novo Eu sempre vou levar você dentro fora na ponta dos meus dedos e nas bordas do meu cérebro e em centros centros do que eu sou do que restou.”

— Charles Bukowski

bukowski-brasil:

“225 dias sob a grama e você sabe mais do que eu. há muito eles tiraram seu sangue, você é um galho seco numa cesta. é assim que funciona? nesse quarto as horas de amor ainda fazem sombras. quando você partiu você levou quase tudo. eu me ajoelho à noite diante de tigres que não me deixarão em paz. o que você foi não vai acontecer de novo. os tigres me encontraram e eu não me importo mais.”

— Charles Bukowski, Para Jane.

supostos:

Bukowski.

bukowski-brasil:

“Quando você entra no jogo egoisticamente tudo trabalha contra você. Ninguém pode insistir com o amor ou exigir afeição. Você acaba finalmente ficando com aquilo que você queria ter dado o que geralmente é: nada.”

— Charles Bukowski.

zumbisrussos:

image

trecho do livro “da pele macia às garras”

zumbisrussos:

i’m not a project, i’m just a young woman hoping to be loved

and knowing that i won’t

inutilidadeaflorada:

Amsterdã

Quase uma figura previsível demais
Meu tempo urge entre nostalgia e trabalho
Ainda que inevitável e invisível pela noite
Agradeço toda a visita que prostrou-me delírios

Abandono qualquer encontro
E atravesso os olhos abrangentes
Trazendo desconforto e afeição
Neste músculos que comovem o fascínio

O absoluto me redimi e eu admito
Eu estive errado em seus braços
O que traduzi amor, era apego
Meus princípios devorados pela devoção

Todos que me conhecem, dizem que tenho o rosto
De um falecido conhecido deles que pouco sabem de sua causa mortis
A história ganha contornos e peso conforme reinterpretada por muitas bocas
O que poucos deles sabem, é que sou de fato seus conhecidos

Me perdi no caminho, me perdi entre preservar vícios
Dancei instintivamente na vala até o fim da festa
E na manhã seguinte, enquanto todos exibiam seu títulos
Eu exibi meus cacos de vidro embaixo da pele dos olhos envelhecidos

Observo as convenções exclusivas da elite
Organizando orgias e traições na surdina
Para arrotarem conventos em cada encontro
Que a ciranda oferta aos seus progenitores

Habito nos meus sonhos e uniformes
Em cada paladar que evitei ou talheres
Que desviei meus olhares
Meu buquê é o que a chaga faz com meu corpo

Todos os dias eu escorro pelos meus ossos e tropeço
Num futuro que despede-se e afirmando o passado
Esta é uma carta a tudo que me tarda, apesar dos pesares e outros hábitos
Eu ainda não desisti, eu ainda não me entreguei e nem sei se deveria…